O GIF como expressão artística

No último dia 7, houve a apresentação e premiação do primeiro festival internacional e aberto de gifs, isso mesmo, aquelas “pequenas imagens que se mexem” que tanto vemos na internet. Em alto estilo, durante a Miami Art Week 2012, aconteceu a exposição ao vivo do Moving the Still, o maior festival do gênero, com inscrições de todo o mundo, consagrando o GIF como um novo gênero na arte digital.

 

E não é por acaso. Este ano, além de ter sido nomeada “a palavra americana do ano” pelo Dicionário Oxford, fazem 25 anos que esse formato de imagem digital apareceu pela primeira vez em uma tela de computador. Para suprir as necessidades da web em seus primórdios, a Compuserve, uma das primeiras empresas servidoras de conexão à internet, inventou esse formato, originalmente chamado de 87. Dessa forma, passou a ser possível ter imagens com até 256 cores e animações em looping, com baixos números de kbps, bonito e leve, perfeito para a internet “difícil” da época.

 

 

O gif foi muito utilizado durante toda a década de 90, estava em todas as páginas do Orkut e, de tanto ser usado, acabou caindo no desgosto das pessoas. Banido das redes sociais mais “modernas”, como Facebook, o gif teve sua volta por cima nos últimos dois anos, após seu encontro com a arte e com os blogs de humor. Na mostra Moving the Still é possível ver de tudo, desde imagens abstratas e surrealistas, impressionistas, até a captação de trechos de videos ou de filmes famosos do cinema. Aliás, esse ano tivemos o primeiro cartaz de cinema em gif, para o filme Looper. Será que a moda pega?!

 

 

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